
Com mais um fabuloso encontro de pares mistos em que o veterano de 37 anos Leander Paes (um dos meus jogadores preferidos e que, nas meias finais de singulares das Olímpiadas de Atalanta de 1996, espantou Agassi por fazer uns incríveis approach-amorties na resposta ao serviço!!!) e Cara Black (que sentido táctico apuradíssimo!), na foto, se sagraram vencedores numa variante que deveria ser um módulo obrigatório nas nossas escolas de ténis, terminou há poucos minutos Wimbledon. Devo confessar que achei algo maçadoras as finais de singulares tal a superioridade com que Nadal (a caminho de se tornar, ele sim, no melhor jogador de todos os tempos? Se vencer em Flushing Meadows, why not?) e Serena se desembaraçaram de Berdych (boa prova, mas falta ali qualquer coisa...) e de Zvonareva. Contudo, Wimbledon é sempre especial e quem gosta de ténis não consegue ficar indiferente àquele ambiente mágico. Claro que os detractores do All England Club nunca aceitarão as excentricidades dos organizadores (por exemplo, não respeitar o ranking ATP na definição dos cabeças de série!), mas, mesmo com um court central mais pelado do que relvado, o espectáculo continua magnífico. Desilusões do ano? Federer e Clijsters, talvez. Murray não é propriamente uma desilusão, pois, com aquela forehand imprópria para consumo, vai ser muito difícil ultrapassar o fantasma de Fred Perry, o último britânico a vencer em Wimbledon a prova de singulares masculinos (em 1936!!!) Momento mais extraordinário desta edição? Sem dúvida, a vitória de Isner por 70-68 no quinto set sobre Mahut. E agora venha a temporada estival com o circuito americano. Cá para mim, Rafa não vai dar muitas chances à concorrência ... mas eu também achava que 2010 era o ano de Federer e, afinal, é o que se tem visto.
