Terça-feira, 30 de Março de 2010

Edberg




Questionado acerca da possibilidade de os filhos se virem a tornar profissionais, Stefan Edberg, ex nº 1 mundial, afirma: «Ser profissional é bom, mas exige muito trabalho, muitas horas de dedicação. Nem toda a gente precisa de chegar ao mais alto nível para tirar prazer do desporto». [A Bola, 26.III.2010, p. 41].
É possível ser mais claro? Julgo que não.

Domingo, 21 de Março de 2010

O Tonecas, o Pai dele e o ... Ténis!

Costumo perguntar aos meus alunos da Universidade, nas disciplinas ligadas ao ensino e ao treino desportivo, se alguma vez imaginaram ser possível uma turma na escola a funcionar com a presença dos pais na sala. O ar de surpresa é quase sempre enorme. De facto, ninguém coloca a hipótese de, numa sala de aula, os pais dos estudantes se sentarem lá ao fundo para ver como se comportam os seus meninos na escola. Numa série televisiva bastante fraca, as lições do Tonecas, a dada altura aparecia o pai do aluno protagonista a tentar desculpar as tropelias deste, o que talvez fosse uma maneira (bastante tosca, de resto) de caricaturar aqueles pais para quem os filhos são os melhores do mundo e arredores.
Ora, se na escola os pais ficam à porta, por que motivo nos treinos de ténis encontramos quase invariavelmente os pais a assistir e, por vezes até, a interferir?
Dirão os treinadores, em jeito de desculpa, que os pais estão interessados na actividade dos filhos. Pergunto eu: e não estão interessados nas actividades escolares deles?
Um treinador que permite que os pais imponham a sua presença nos treinos é como aquele professor (e infelizmente há muitos!) que quase pede desculpa por ensinar a tabuada aos meninos. Se os pais estão a ver, o filho não treina. A função dos pais dos jovens tenistas é trazer os filhos aos treinos, de preferência a horas, e cuidar da sua alimentação e do seu descanso em casa. O resto, que é quase tudo, depende do treinador e, principalmente, do próprio jogador. Tudo o mais faz-me sempre lembrar as Lições do Tonecas

Terça-feira, 2 de Março de 2010

À volta dos Rankings nacionais... O caso dos "Vets"


Todos os anos por esta altura saem as classificações oficiais da FPT. Claro que, a meio da temporada, hão-de aparecer os rankings intermédios do grupo juvenil, mas realmente é em Fevereiro que se torna possível aferir, em termos relativos, o grau de desenvolvimento do ténis alentejano à escala nacional. Sim, eu sei que os rankings não explicam tudo e, por acaso, até acho que os tenistas da nossa região acabam por sair relativamente beneficiados da pouca competitividade das provas da ATAA. Alguém tem dúvidas que é bem mais fácil ser campeão regional no Alentejo, em Viseu ou em Trás-os-Montes do que em Lisboa, Porto ou Algarve?! Também é verdade que nos grandes centros se torna mais simples evoluir e participar em competições, devido ao elevado número de tenistas e às menores distâncias. Dito isto, vou tentar analisar as classificações dos jogadores alentejanos em 2010, sendo que hoje apenas irei centrar a minha atenção nos mais velhos, pois o grupo juvenil brevemente merecerá texto à parte. Comecemos pelo escalão a priori mais relevante, os seniores, e o desalento é total. Apenas dois jogadores classificados, José Ferreira e Pedro Figueiredo (ambos do CTE) aparecem na lista e em posições bastante modestas (110º e 260º, respectivamente). Mais grave será ainda o facto de nem nem outro se encontrarem, ao que julgo saber, de momento a competir com regularidade. Pelo menos não participaram no recente Regional por Equipas que o clube do Bairro do Granito venceu, com todo o mérito, em Montemor. Em senhoras, as coisas ainda são mais penosas, pois nenhuma tenista alentejana disputou pelo menos três competições federadas neste escalão.




O Grupo de Veteranos é aquele em que, do meu ponto de vista, os jogadores filiados pela ATAA conseguem posições mais destacadas. Assim, nos + 55, encontramos 4 tenistas do clube eborense: Sebastião Fernandes (17º no seu escalão e 111º na nova classificação que agrega todos os tenistas veteranos), Manuel João Gaspar (30º/220º), Manuel Rosado (48º/345º) e Manuel Rijo (48º/365º). Por respeitinho aos mais crescidos, repito a foto já anteriormente editada do campeão e do vice-campeão regional da categoria: Sebastião Fernandes e Manuel Rijo. Em +50, dois tenistas ainda do CTE Joaquim Simões (29º/209º) e Luís Sotto-Mayor(51º/374º). Em +45, o CTE volta a ser dominante, muito por ter sabido constituir uma forte equipa neste escalão, reunindo por isso um lote valioso de tenistas alentejanos. Assim, temos Francisco Rocha (6º/43º), José Batanete (8º/48º), António Palma (40º/223º), Fernando Carvalheiras (75º/409º) e José Martelo (79º/422º), sendo que os dois primeiro são, de facto, dos melhores tenistas nacionais neste escalão. Relembro que Francisco Rocha foi o único jogador que, no Campeonato Nacional de Veteranos, realizado em Setembro passado em Vale do Lobo, conseguiu vencer um set àquele que viria a sagrar-se campeão de + 45, o excelente Paulo Travassos.


Por fim, em + 40 temos apenas, para além do vosso blogueiro (13º/42º), Pedro Cruchinho (CTMN) que é 14º no escalão dos quarenta e 44º no conjunto de todos os vets. Lamentavelmente, não há nenhum alentejano rankeado nos + 35. Em suma, são poucos os veteranos alentejanos, mas as classificações (com tudo o que elas têm de relativo) até nem são más de todo. Infelizmente, a actual (nem sempre foi assim...) pobreza do ténis feminino alentejano é uma doença que se alastra às jogadoras veteranas e, na nossa região (ao contrário de outras zonas do país!), nenhuma senhora consta das respectivas classificações.

Se acrescentarmos a todos nomes referidos, jogadores como Rui Pataca, Miguel Abreu, José Sustelo, Miguel Cardoso, Gonçalo Lopes, José Minas (todos do CET Elvas que, como já aqui referi, se sagrou campeão por equipas de + 35), Gonçalo Marques,Carlos Amoreirinha, Rui Nunes, António Villa-Lobos, António Vedor, João Reis, Francisco Salgueiro (Montemor), Alberto Macedo, Luís Mata, Artur Marinho (Évora) e, ainda, António Medalhas e Rui Serrano (ATPortalegre), teríamos - caso todos eles quisessem disputar o escalão de + 35! - um grande Campeonato Regional de Veteranos que, jogado nestas condições, passaria a ser uma prova que faria justiça ao bom nível do ténis veterano do Alentejo. Aqui fica lançado o desafio, pedindo desde já desculpa a todos os craques de que me esqueci.
Portanto, já sabem rapaziada, temos que apontar na agenda o fim de semana de 24 e 25 de Abril, pois nessa data, em Évora, joga-se o Regional de + 35. Eu começo amanhã a treinar a sério!