Domingo, 12 de Setembro de 2010

Torneio de São Mateus ou a necessidade de repensar as competições de seniores no Alentejo





Desloquei-me ontem a Elvas, para disputar o já tradicional Torneio de São Mateus no escalão de seniores. Tempo óptimo (talvez calor em demasia, mas eu gosto de jogar assim!), ambiente como de costume muito simpático e alguns jogos bem curiosos. Vitória natural no Torneio de Fábio Rocha de Sesimbra que derrotou na final por números pesados o jogador da casa Filipe Sustelo que, apesar de algo em baixo de forma, continua a lembrar quem o vê a jogar o óptimo tenista que poderia ter sido.



Contudo, houve algo que me deixou bastante preocupado: o quadro de singulares (o único que se realizou) esteve muito pouco preenchido. Apenas doze inscritos, sendo que quatro deles pertenciam ao grupo de Veteranos. Ora, para mim, este desinteresse pelos torneios de seniores é um bocado intrigante: se repararmos, é o único escalão em que podem jogar tenistas desde os U14 até aos Veteranos. Numa região já de si com poucos atletas, e com uma densidade competitiva relativamente diminuta, os torneios de seniores servem para os juniores e também para os menos jovens (como eu...) jogar sem a, por vezes excessiva, pressão dos rankings. Sei que em Évora se jogou um torneio U16, de que falarei a seguir. No entanto, penso que tais sobreposições são desnecessárias. Este problema dos torneios de seniores (que também se verificou no S. João de Évora) ainda é mais bizarro quando existe na região um circuito de Ténis no escalão de seniores (uma excelente iniciativa da A.T. Portalegre e de que já aqui falei e que teve este ano a sua segunda edição, com enorme afluência de participantes). Sem querer meter foice em seara alheia, proponho desde já o seguinte: por que não integrar nesse circuito, já em 2011, os tradicionais torneios federados jogados em Beja, Évora, Moura e Montemor? Responda quem quiser...




Dito isto, devo referir que assisti a jogos engraçados, designadamente dois clássicos da raia: a clara vitória de Luís Zagalo (na foto), um exemplo de desportivismo e de gosto pela modalidade, sobre Rui Pataca (ao que consta, este está a operar algumas modificações técnico-tácticas no seu peculiar estilo...) e o interessante confronto que opôs Filipe Sustelo a um Miguel Cardoso que apareceu em boa forma ao longo desta temporada. Por mim, foi excelente voltar ao CETE, um clube onde, apesar da crise, se respira sempre um ambiente genuinamente de ténis e onde é possível encontrar bons amigos de longa data. Em termos desportivos, as coisas correram-me razoavelmente bem, mas ainda não foi desta que trouxe o caneco para casa. Talvez pró ano...

0 comentários:

Enviar um comentário

Nota: só um membro deste blogue pode publicar um comentário.