Realiza-se hoje, pelas 20h30m, na sede da Associação de Ténis do Alto Alentejo, em Évora, uma Assembleia Geral desta Associação que comporta dois actos de significado importante. Por um lado, a eleição dos novos corpos sociais da ATAA; por outro, a apresentação e discussão do relatório de actividades e de contas relativas ao ano de 2009. No primeiro caso, a Assembleia de hoje representa o final de um ciclo de dois mandatos de uma direcção, encabeçada por António Palma, de que tive a honra e sobretudo o prazer (apesar de algumas - felizmente, poucas - incompreensões...) fazer parte. Como escrevia Roland Barthes, as honras podem não ser merecidas, mas o prazer justifica-se por si mesmo.
Seria ridículo, por motivos óbvios, fazer aqui uma apreciação do trabalho de quatro anos desta equipa directiva. Por isso, deixo aqui apenas - juntamente com os sinceros votos dos melhores êxitos para os novos corpos sociais da ATAA - uma cópia do nosso último relatório de actividades. O leitor, se quiser, pode responder a este serviço que, asseguro, não leva nenhum slice.
ASSOCIAÇÃO DE TÉNIS DO ALTO ALENTEJO
RELATÓRIO DE ACTIVIDADES 2009
1.INTRODUÇÃO
A Direcção da Associação de Ténis do Alto Alentejo (ATAA), empossada no início do ano de 2008, enquadrou a sua acção, durante o ano a que se refere o presente Relatório, no âmbito das principais linhas orientadoras para o desenvolvimento do ténis na região do Alentejo, a saber, Fomento, Fidelização, Área Desportiva, Formação. Este quadro já tinha vindo a ser o ideário pelo qual se pautou a actuação da Direcção precedente que entrou em funções em 2006. Por isso, ao redigir este Relatório, optou-se mais uma vez por abordar separadamente cada uma destas áreas de intervenção.
2.FOMENTO
Como temos vindo constantemente a defender, os Clubes são o principal motor do desenvolvimento do Ténis. Ora, verificamos que o número de Clubes na região tutelada pela ATAA é ainda bastante escasso. Por outro lado, alguns deles encontram-se presentemente a desenvolver pouca ou quase nenhuma actividade. Há ainda outros clubes cujo trabalho desenvolvido deixa bastante a desejar, designadamente na qualificação dos recursos humanos e no manifestamente reduzido número de licenças fedderativas.
Neste quadro, procurou a ATAA intervir em duas frentes: por um lado, apoiar a criação e o desenvolvimento sustentado de clubes ou secções de Ténis em clubes de localidades onde houvesse equipamentos desportivos e/ou recurso humanos para tal. Por outro lado, apoiar, dentro das suas competências, os clubes já existentes e que, durante este ano, apresentaram manifestas dificuldades em levar a cabo as suas actividades habituais. Reafirmamos que, apesar de todos os constrangimentos financeiros da ATAA e da própria região em geral, esta é uma área prioritária para o desenvolvimento do ténis no Alentejo e na qual, apesar do que já se conseguiu, muito há ainda para fazer. Aos clubes cabe, por isso, uma importante e decisiva palavra para melhorar o fomento da modalidade na nossa região.
Uma outra ideia que, desde sempre, nos pareceu essencial é que os programas de Mini-Ténis constituem uma maneira privilegiada (mas não a única) de promover o fomento da modalidade. O objectivo destes programas não se esgota, muito longe disso, em formar
jogadores do chamado Ténis de alto rendimento. O seu alcance é bem mais vasto, pois trata-se de uma maneira de formar jogadores com uma base técnica sólida e que, por esse motivo, poderão vir a jogar Ténis durante toda a vida. Neste âmbito, a ATAA tem conseguido todos os anos junto da Federação Portuguesa de Ténis (FPT) o apoio, através de uma verba simbólica, com vista à realização de duas jornadas de promoção do Mini-Ténis. Mais uma vez alertamos para a fraca adesão por parte de quase todos os Clubes para a concretização desta iniciativa, cuja importância nos parece indiscutível.
3. FIDELIZAÇÃO
Durante o ano a que se refere o presente relatório, a ATAA conheceu um aumento no número de licenças federativas, embora muitos jogadores – ainda que em menor número –tenham deixado de ser licenciados na nossa Associação. O saldo entre saídas e entradas é, apesar tudo, positivo. Tal facto é naturalmente motivo de satisfação (até porque contraria uma tendência geral de sentido inverso em quase todas as outras associações do país), mas importa também referir que, se repararmos num outro elemento de informação (os rankings da FPT, onde é necessária apenas a participação dos jogadores em três provas oficiais do seu escalão), o panorama está longe de ser animador. Há poucos jogadores da ATAA que participam com uma regularidade mínima em competições oficiais e, sobretudo, são poucos os clubes que apresentam um número minimamente satisfatório neste capítulo. Relembramos novamente da necessidade dos clubes promoverem a fidelização de todos os agentes desportivos de modo a unir as pessoas neste projecto para garantir o futuro da nossa modalidade. Não inscrever pessoas, é preciso que elas joguem realmente ténis.
4. ÁREA DESPORTIVA
Como é sua competência estatutária, a ATAA organizou os seguintes campeonatos regionais individuais: Sub 12, Sub 14, Sub 16, Sub 18, Absolutos, +35, + 40, +45, +50 e +55, bem como os regionais por equipas nos mesmos escalões, excepto naqueles em que, devido à escassez de inscrições, a única equipa participante transitou para as fases inter-regionais ou nacionais. De referir ainda que a ATAA promoveu um jantar de distribuição de prémios relativos ao ano de 2009, que contou com mais de cem participantes.Nesse evento, a ATAA decidiu homenagear com o Prémio Carreira o Dr. João Sousa Costa, dirigente, treinador e jogador do Clube de Ténis de Aljustrel. Tanto quanto sabemos, foi esta a primeira vez que tal galardão foi atribuído.
5. FORMAÇÃO
No sentido de colmatar lacunas detectadas a nível de recursos de treinadores a ATAA organizou, em estreita colaboração com o Departamento de Formação da FPT ano a que se refere o presente relatório, em Montemor-o-Novo de um curso de Treinadores de Nivel 2, a realizar durante os meses de Junho e de Julho. Tratou-se de um Curso inédito na ATAA e que contou com cerca de uma dezena de participantes, quase todos a exercer funções em clubes da
ATAA, pelo que doravante o grau de qualificação de muitos treinadores alentejanos é claramente superior. Julgamos que, apesar dos esforços que a ATAA tem desenvolvido nos últimos anos, o sector da formação é ainda uma área que carece de importantes e urgentes melhorias. Por outro lado, reafirma-se mais uma vez a necessidade (que de resto é imposta pela FPT) de todos os clubes terem os seus quadros técnicos devidamente creditados e em situação regularizada, situação que continua a estar longe de ser satisfatória.
6. CONCLUSÃO
Estas foram, em síntese, as actividades mais relevantes da ATAA ao longo do ano de 2009. Enquanto Direcção da ATAA, sabemos que não fizemos tudo, mas talvez não tenhamos ficado muito longe de fazer tudo aquilo que as condições neste momento nos permitem. Como nota final, julgamos que vale a pena referir que pautámos a nossa acção pela transparência de processos e pela rapidez e clareza das informações prestadas, utilizando quase sempre o correio electrónico. De referir ainda a escassa participação dos clubes nas acções da ATAA, a saber: assembleias, competições federadas regionais (individuais e por equipas) bem como a solicitações pontuais (por ex. Ranking ATAA ou jantar anual).
Como nota final, aproveitamos para agradecer a todos aqueles que colaboraram com a Direcção da ATAA ao longo destes últimos quatro anos. Grande parte do que foi feito só se tornou possível com a participação de todos os agentes do Ténis alentejano. Ao mesmo tempo, desejamos à nova Direcção da ATAA os maiores êxitos na concretização dos objectivos que irá delinear com vista ao desenvolvimento do Ténis na nossa Região.
Évora, 15 de Janeiro de 2010
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