Segunda-feira, 23 de Novembro de 2009

Torneio Dr. José Luís Silva: Três justos vencedores e dois destaques justificados



Terminou neste fim de semana a época desportiva do ténis alentejano e, do meu ponto de vista, o ano encerrou da melhor maneira, com a realização, nos courts do C.T. Évora, do torneio B de veteranos que recebeu o significativo nome Dr. José Luís Silva. Trata-se de uma homenagem justíssima que o clube eborense (o único da ATAA que em 2009 organizou provas para os menos novos... o que deveria ser objecto de reflexão por parte dos outros clubes!) decidiu prestar ao seu sócio fundador e antigo dirigente que, há muitos anos, é um grande entusiasta da nossa modalidade.

Houve jogos muito interessantes (alguns bem demorados, eu que o diga...) e sobretudo viveu-se um óptimo ambiente ao longo dos dois dias do torneio, tendo sido curioso que, muitas vezes, os filhos se comportam muito melhor do que os pais quando assistem aos jogos destes do que quando sucede o contrário. Jogaram-se três escalões e, segundo penso, os títulos foram atribuídos com inteiro mérito.

No quadro de +35, o eborense Pedro Cruchinho (a representar o CTMN) apresentou-se num considerável apuro de forma, tendo vencido dois jogadores do Top 20 nacional deste escalão: o esquerdino Emanuel Cadorio (nos 1/4 finais) e o inglês Chris Manson (na final). O Pedro teve muitos problemas de lesões nesta temporada, mas agora que esses problemas parecem ter sido ultrapassados surgiu a jogar extremamente bem. Para além disso, é o jogador mais correcto com que alguma vez joguei, revelando um fair-play e uma postura em campo exemplares.

Entre os mais de 45, o aljustrelense Francisco Rocha (CT Évora) (na foto, à esquerda) venceu a prova, apesar de me parecer em forma menos boa do que em Setembro quando jogou o Nacional em Vale do Lobo. Neste escalão, destacou-se o espanhol Ignacio Gracera (CT Évora) que apresentou um ténis clássico e um magnífico toque de bola. Ignacio perdeu nas meias com Rocha, mas o jogo foi muito equilibrado e interessante, tendo o português vencido sobretudo graças à sua impressionante condição física. Para o espanhol ficou a consolação de ter vencido a competição de pares de + 45, fazendo equipa com José Batanete.

Por fim, nos +55, o inevitável Sebastião Fernandes arrecadou mais um troféu, apesar de por vezes ter complicado as suas vitórias frente a adversários que, para mim, jogam bastante menos do que ele. Nesta prova merece ainda realce a prestação de Alberto Macedo (CT Évora), ao oferecer excelente réplica ao finalista do torneio, José Gomes, que se superiorizou, após longas horas de combate, em virtude da sua maior rodagem competitiva.
Sebastião Fernandes e Pedro Cruchinho jogaram também a final de pares em + 35 tendo perdido frente ao autor destas linhas e a Gonçalo Marques (à direita, na foto), num jogo em que os finalistas vencidos acusaram, de alguma forma, o esforço dispendido nas competições de singulares.

Em suma, o ténis alentejano em veteranos revela um dinamismo e uma vitalidade que, na minha opinião, os escalões mais jovens não apresentam. E isso deveria merecer uma séria reflexão de todos os que, na nossa região, gostam de Ténis!

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