É oficial! Roger Federer termina o ano de 2009 no primeiro lugar do ranking ATP, após vencer em Londres o escocês Andy Murray por 3/6, 6/3 e 6/1. São, por isso, compreensíveis as suas declarações que aqui reproduzimos a partir da edição de hoje do jornal O Jogo: «Tem um significado muito grande para mim ter voltado a ser número e poder agora encerrar o ano também como número um", reagiu, numa clara alusão ao facto de após o título em Wimbledon, em Julho, ter destronado Nadal da liderança. "Está a ser um ano incrível, quer dentro quer fora dos courts, e é fantástico ter batido o recorde de títulos do Grand Slam e fechar o ano a número um", acrescentou o novo campeão mundial que, recorde-se, foi pai de gémeas no passado mês de Julho». (http://www.ojogo.pt/25-278/artigo834611.asp ).
E a pergunta que agora se pode fazer é esta: o que há ainda para Federer conquistar?
Na minha opinião, quase tudo. Porque estou absolutamente convencido de que o suiço trocaria todos os títulos que alcançou este ano por uma vitória inequívoca, baseada numa clara demonstração da sua superioridade tenística, na final de Roland Garros frente a um Nadal que estivesse então em super-forma. Pelos motivos conhecidos, esse duelo tantas vezes anunciado não se concretizou e, infelizmente, poderá mesmo vir a ser impossível de reeditar. Não só porque Federer está cada vez mais ameaçado pelo resto da concorrência (Del Potro, por exemplo, será depois de amanhã um osso bem duro de roer...), como porque o maiorquino parece estar a viver uma das fases mais difíceis da sua carreira. Será que em 2010 poderemos assistir a novos confrontos entre os dois maiores campeões da última década com ambos a jogar o melhor que sabem e que podem? O Ténis só teria a ganhar com isso!
Só depois de vencer esse derradeiro desafio (e isso está longe de ser um dado adquirido... por isso é que é um desafio!) Federer poderá finalmente começar a preparar a sua retirada, com uma desejada conquista da Davis Cup pelo seu país (estará Stanislas Wawrinka à altura? Julgo que sim!) e com a obtenção de uma medalha de ouro em singulares nos próximos Jogos Olímpicos de 2012 em Wimbledon!
Por incrível que pareça, é como se Federer precisasse de vencer Nadal, com este a jogar ao seu melhor nível, para poder tornar-se definitivamente o melhor tenista de todos os tempos.
Por incrível que pareça, é como se Federer precisasse de vencer Nadal, com este a jogar ao seu melhor nível, para poder tornar-se definitivamente o melhor tenista de todos os tempos.
Mas, até lá, convém ir comprando os bilhetes para, no próximo Estoril Open, desfrutar o espectáculo proporcionado por um jogador exemplar em termos técnicos e profissionais, mas a quem, na minha opinião, ainda falta vencer o maior desafio da sua extraordinária carreira!
