
Uma boa notícia de hoje é a vitória de Ricardo Santos (Clube Ténis de Moura) num torneio C de sub 18 em Évora. O Ricardo (na primeira foto) é mais um produto da escola dirigida por Valdemiro Correia e tem registado uma progressão assinalável. Desde há muito que apresenta um ténis bastante sólido (apesar do serviço ainda ter uma enorme margem de progressão...), mas hoje impressionou-me a calma e a paciência com que jogou o encontro da final.
Neste blog tenho vindo a chamar a atenção para a importância dos resultados desportivos dos jovens tenistas alentejanos. Isso é normal porque o ténis é antes de mais um jogo ou uma competição e porque julgo que é saudável que os jogadores mais novos se habituem a lidar com o facto de que, no ténis, o objectivo é ganhar. No entanto, muitas vezes as pessoas esquecem-se que, na progressão natural dos jogadores (em especial quando estão em formação), é por vezes necessário parar para reflectir (ou até dar um passo atrás ...) pois só assim se consegue continuar o caminho em bases mais seguras. Esta situação aplica-se, quanto a mim, a um dos jogadores mais simpáticos e mais talentosos do ténis juvenil alentejano. É o chamado David "Baghdatis" Pedreirinho (boa escolha, este nome...) que, esta manhã, em Évora, tive o prazer de ver jogar mais uma vez e que ilustra as palavras que atrás escrevi. É um jovem jogador que tem um nível técnico invulgar para a sua idade (é sub 12 de último ano), mas não tem obtido os resultados que, à partida, estariam ao seu alcance. Mesmo assim, manifesta uma alegria e um gosto pelo ténis que, no futuro, só podem vir a dar frutos. Hoje perdeu na meia-final de um torneio de sub 14 frente a um adversário bastante mais desenvolvido fisicamente (José Fortes que, esta época, joga também por Montemor), mas comportou-se muito bem, revelando mais uma vez o seu grande potencial. Falta-lhe talvez trabalhar um pouco mais fisicamente, porque, para além de tudo, o David tem uma outra óptima e rara qualidade: ouve com atenção tudo o que lhe diz o seu treinador, Gonçalo Marques. Força, "Baghdatis"! É esse o caminho...

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